segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

2002



Uma Estação: Inferno. Grupo de Teatro Artesãos de Dioniso, Florianópolis, 2002. Foto de Nico Nicodemus

Fênix

Após mais de um ano de silêncio e olhos fechados, retorno a este espaço metafísico, com uma certa saudade e um certo gosto de ressaca no paladar. Questiono-me acerca de publicar meus monstros verbais, o que me leva a pensar se não deveria quebrar a caneta esferográfica e bloquear o teclado para a ficção e o devaneio. Muitas vezes pensei em retirar o Litheratos da rede, porém alguma patetice interior impedia-me de fazê-lo. De tal maneira que ainda está aqui e, agora, após a reaquisição de internet em casa, e de algum tempo livre, relutante em ceder ao ataque massivo de Cronos, ressurge das cinzas, qual Fender incendiada.
Penso em rebatizá-lo, qual paixão nova, de modo a evitar os desgastes da velha relação e o ressentimento do abandono. Quem sabe o vento do cooler não me sopra algum nome...